{"id":2108,"date":"2011-10-28T17:50:39","date_gmt":"2011-10-28T20:50:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontramorumbi.com.br\/blog\/?p=2108"},"modified":"2019-04-12T15:13:42","modified_gmt":"2019-04-12T18:13:42","slug":"com-medo-motoristas-riscam-ruas-do-caminho-no-morumbi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontramorumbi.com.br\/sobre\/com-medo-motoristas-riscam-ruas-do-caminho-no-morumbi\/","title":{"rendered":"Com medo, motoristas \u2018riscam\u2019 ruas do caminho no Morumbi"},"content":{"rendered":"<div class=\"668395cb997a874797677d9ee29f7b25\" data-index=\"1\" style=\"float: none; margin:0px;\">\n<!-- Anuncio display - global -->\r\n<ins class=\"adsbygoogle\"\r\n     style=\"display:block\"\r\n     data-ad-client=\"ca-pub-8585364105181520\"\r\n     data-ad-slot=\"8789329856\"\r\n     data-ad-format=\"auto\"\r\n     data-full-width-responsive=\"true\"><\/ins>\r\n<script>\r\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\r\n<\/script>\n<\/div>\n<p>Por causa da viol\u00eancia, algumas ruas do guia Morumbi, bairro da Zona Sul de S\u00e3o Paulo, est\u00e3o sendo riscadas do mapa por moradores e frequentadores da regi\u00e3o. Para n\u00e3o dar de cara com ladr\u00f5es em vias consideradas perigosas, algumas pessoas come\u00e7aram a tra\u00e7ar rotas alternativas, mesmo que isso signifique passar um tempo a mais no tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p>\u201cDou uma volta enorme se tiver que pegar o Ladeir\u00e3o. Se voc\u00ea for assaltado ali n\u00e3o tem para onde correr\u201d, diz a escritora Claudia Antunes Jollo, referindo-se \u00e0 Rua Doutor Francisco Tom\u00e1s de Carvalho, uma das mais temidas atualmente. A via, uma enorme ladeira em m\u00e3o dupla, d\u00e1 acesso \u00e0 Avenida Giovanni Gronchi, uma das mais importantes do bairro, e \u00e0 Favela de Parais\u00f3polis. Isso basta para que os motoristas n\u00e3o gostem de passar por ali.<\/p>\n<p>\u201cDou uma volta pelo est\u00e1dio (do Morumbi), pego a Avenida Padre Lebret e sigo por outro caminho para n\u00e3o pegar o Ladeir\u00e3o. Se fosse por ele, em um estalo de dedos chegava em casa\u201d, lamenta Claudia. Moradora do bairro h\u00e1 um ano e meio, a escritora, que diz tamb\u00e9m nunca repetir o mesmo caminho quando leva seu filho \u00e0 escola, justifica o medo dos \u00faltimos meses: \u201cMeu marido sofreu uma tentativa de assalto em junho no port\u00e3o de casa, quando ia sair para trabalhar\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com ela, o criminoso estava com uma pistola e disparou, mas o tiro n\u00e3o atingiu o motorista porque o carro \u00e9 blindado. \u201cHoje em dia eu tenho seguran\u00e7a. Ele vem at\u00e9 o port\u00e3o quando chegamos em casa, tenho cinco rottweilers e c\u00e2meras. J\u00e1 pensei em me mudar, mas n\u00e3o acredito que consiga vender bem a casa.\u201d<\/p>\n<p><strong>Cercado por adolescentes <\/strong><br \/>\nO estudante Felipe Fuchs, de 19 anos, tirou do seu caminho a Avenida Giovanni Gronchi. No dia 9, ele contou ter sido assaltado por um grupo de adolescentes enquanto estava parado no tr\u00e2nsito. Eram 23h e havia congestionamento porque era dia de apresenta\u00e7\u00e3o do cantor Justin Bieber no <a href=\"http:\/\/www.encontramorumbi.com.br\/morumbi\/estadio-do-morumbi.shtml\" target=\"_blank\">Est\u00e1dio do Morumbi<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cUns cinco jovens bateram no meu vidro e havia mais uns dez batendo no vidro dos outros carros. Estavam com estiletes. Um adulto, de longe, me viu e mostrou uma arma. Estava de olho nas crian\u00e7as. Abriram a porta do meu carro, entraram e roubaram o som, a carteira, o celular\u201d, conta Fuchs.<\/p>\n<p>\u201cA gente quer se mudar daqui. N\u00e3o passo mais pela Giovanni Gronchi. Corto pela Avenida Morumbi e pela Marginal (Pinheiros) por causa da viol\u00eancia\u201d, diz Fuchs. A m\u00e3e dele tamb\u00e9m foi assaltada no carro h\u00e1 tr\u00eas anos no bairro. \u201cLevaram a bolsa e os documentos dela.\u201d<\/p>\n<p>A Avenida Giovanni Gronchi tamb\u00e9m \u00e9 a pedra no caminho de uma secret\u00e1ria de 42 anos que trabalha perto do est\u00e1dio. Com medo, ela prefere n\u00e3o revelar o nome. \u201cNem se me derem R$ 1 mil eu passo pela Giovanni. Em qualquer hor\u00e1rio\u201d, conta a mulher. Ela afirma que sabe que a via \u201c\u00e9 a mais policiada\u201d da regi\u00e3o e, mesmo assim, diz que evita o trajeto.<\/p>\n<p><strong>Hora do cafezinho<\/strong><br \/>\nJ\u00e1 a advogada Cida Wiederhold, de 54 anos, deixou de lado \u201cas quebradas\u201d que usava para driblar o congestionamento e agora s\u00f3 trafega pela Avenida Giovanni Gronchi. \u201cN\u00e3o ando mais pelas quebradas para fugir do tr\u00e2nsito. Antes, pegava o Ladeir\u00e3o e cortava por dentro. Hoje, n\u00e3o vou mais me aventurar\u201d, afirma Cida, que costumava passar de carro pelas ruas de Parais\u00f3polis.<\/p>\n<p>Ela mora na Rua Jos\u00e9 Carlos de Toledo Piza, que batiza de \u201crua do medo\u201d, e diz que evita alguns hor\u00e1rios para entrar e sair de casa &#8211; um dos acessos \u00e9 pela Giovanni Gronchi -, tudo para n\u00e3o enfrentar o movimento de estudantes de duas escolas p\u00fablicas. \u201c\u00c9 um verdadeiro inferno. Os adolescentes s\u00e3o do bem, mas tem gente do mal que se mistura (para cometer crimes) no hor\u00e1rio da sa\u00edda.\u201d<\/p>\n<p>Como a rua \u00e9 pequena e tem lombadas, Cida diz que a sensa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a \u00e9 ainda maior. \u201cNo m\u00eas passado, houve tr\u00eas roubos de carros na minha rua\u201d, afirma a advogada, moradora do bairro h\u00e1 20 anos. A t\u00e1tica para fugir da sa\u00edda escolar \u00e9 simples. \u201cA gente vai tomar cafezinho. Ningu\u00e9m entra ou sai de casa entre 18h45 e 19h20. \u00c9 um absurdo, mas \u00e9 a realidade do Morumbi.\u201d<\/p>\n<p><strong>Policiamento<\/strong><br \/>\nDesde agosto, o bairro \u00e9 alvo da opera\u00e7\u00e3o Colina Verde, da Pol\u00edcia Militar. O objetivo \u00e9 refor\u00e7ar a seguran\u00e7a no Morumbi e regi\u00f5es pr\u00f3ximas.\u00a0Em entrevista ao <em>site\u00a0G1<\/em> na ter\u00e7a-feira (25), o comandante-geral da PM, \u00c1lvaro Camilo disse que os policiais \u201cn\u00e3o v\u00e3o sair do bairro\u201d e admitiu que o \u201cLadeir\u00e3o n\u00e3o pode mais ficar sem policiamento\u201d.<\/p>\n<p>Segundo Camilo, de 25 de agosto a 21 de outubro, a Pol\u00edcia Militar prendeu 13 pessoas, recapturou seis foragidos da Justi\u00e7a e apreendeu 14 adolescentes cometendo delitos na regi\u00e3o durante os desdobramentos da Colina Verde. No mesmo per\u00edodo, o coronel informou que houve 64 carros e 23 motos apreendidos em mais de 7 mil abordagens.<\/p>\n<p>Ele disse ainda que os \u00edndices de criminalidade no Morumbi ca\u00edram desde que a Opera\u00e7\u00e3o Colina Verde teve in\u00edcio. De 25 de agosto a 7 de outubro, o n\u00famero de homic\u00eddios diminuiu 67%, passando de 6 para 2. O porcentual de roubos tamb\u00e9m apresentou redu\u00e7\u00e3o, segundo ele.<\/p>\n<p><em>Fonte: G1<\/em><\/p>\n\n<div style=\"font-size: 0px; height: 0px; line-height: 0px; margin: 0; padding: 0; clear: both;\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por causa da viol\u00eancia, algumas ruas do guia Morumbi, bairro da Zona Sul de S\u00e3o Paulo, est\u00e3o sendo riscadas do mapa por moradores e frequentadores da regi\u00e3o. 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